É agora ou nunca
por Cindy
Eu tinha um sonho. Há muito tempo queria dar uma volta ao mundo investigando como as pessoas se relacionam mundo afora. O Sexo e o Mundo. Um Sex and the City sem fronteiras. Eu só não tinha uma louca para me acompanhar. Tinha que ser mulher. Tinha que saber manejar uma câmera de vídeo. Tinha que ser talentosa. E o mais importante: tinha que ser livre e desimpedida para passar um ano imersa numa doideira dessas.
Senti que meu dead line estava chegando. Se quisesse realmente ir, teria de apostar todas as minhas fichas. E, se quisesse sair no ano que vem, teria de ser agora. Liguei para uma amiga com quem já havia discutido esse projeto em mesas de bar. “E agora ou nunca, temos que conversar”, era o ultimato. “Te ligo hoje à noite.” Ela não ligou.
Para a manhã seguinte tinha marcado um café da manha com a Eliza. Conheci a peça quando ela foi sugerir um frila para a Viagem e Turismo, onde era editora. Ela queria uns conselhos, mas não adiantou o assunto.
“Quero dar uma volta ao mundo”, disse ela, na padoca. “Eu também”, respondi. “Quero entender as mulheres mundo afora.” “Eu também... mas em quanto tempo?” “Um ano”, ela diz. “Eu também.” “Você queria sair quando?” “Em março. E tenho como provar!”, respondi. Aquilo merecia um brinde, nem que fosse com uma média. “Vamos juntas.” “Fechou.”
As idéias estão aí. São quase sólidas. Pensar que só nos duas tivemos essa idéia seria muita pretensão. Mas naquele momento ficou muito claro que não tinha ninguém melhor para botar aquilo em prática. Nós acreditamos nisso.
Eu tinha um sonho. Há muito tempo queria dar uma volta ao mundo investigando como as pessoas se relacionam mundo afora. O Sexo e o Mundo. Um Sex and the City sem fronteiras. Eu só não tinha uma louca para me acompanhar. Tinha que ser mulher. Tinha que saber manejar uma câmera de vídeo. Tinha que ser talentosa. E o mais importante: tinha que ser livre e desimpedida para passar um ano imersa numa doideira dessas.
Senti que meu dead line estava chegando. Se quisesse realmente ir, teria de apostar todas as minhas fichas. E, se quisesse sair no ano que vem, teria de ser agora. Liguei para uma amiga com quem já havia discutido esse projeto em mesas de bar. “E agora ou nunca, temos que conversar”, era o ultimato. “Te ligo hoje à noite.” Ela não ligou.
Para a manhã seguinte tinha marcado um café da manha com a Eliza. Conheci a peça quando ela foi sugerir um frila para a Viagem e Turismo, onde era editora. Ela queria uns conselhos, mas não adiantou o assunto.
“Quero dar uma volta ao mundo”, disse ela, na padoca. “Eu também”, respondi. “Quero entender as mulheres mundo afora.” “Eu também... mas em quanto tempo?” “Um ano”, ela diz. “Eu também.” “Você queria sair quando?” “Em março. E tenho como provar!”, respondi. Aquilo merecia um brinde, nem que fosse com uma média. “Vamos juntas.” “Fechou.”
As idéias estão aí. São quase sólidas. Pensar que só nos duas tivemos essa idéia seria muita pretensão. Mas naquele momento ficou muito claro que não tinha ninguém melhor para botar aquilo em prática. Nós acreditamos nisso.
Marcadores: making off




1 Comentários:
Há muito tempo eu não acredito mais em coincidências. A vida tem me mostrado que quando os encontros têm que acontecer, eles acontecem. Às vezes até, duas pessoas que nem se conhecem encontram-se, sem saber, através de pessoas que elas têm em comum, sem sequer saberem disso. Que bom que vocês se encontraram para tocar este projeto. Sucesso!!Ficarei daqui acompanhando tudo!
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