Todo dia
por Eliza
Primeiro foi a idéia. “um ano de volta ao mundo”. Seguiram sorrisos de orgulho do próprio sonho. Contava para os amigos o plano e viajava na mesa de bar rodeada por chopes. O travesseiro toda noite se despedia entoando o “Como viabilizar? Como viabilizar? Como?..”. Sem a resposta mas com uma certeza meio estranha de que sim, rolará, acordava sem vontade de levantar. Antes do olho abrir um pensamento começou a se tornar obsessivo: “pra quê que você inventa essas coisas? Arruma um trabalho fixo e pára com isso”. Vencida a inércia, o banho trazia de volta sorrisos. No espelho imaginava os espelhos de Tóquio, Moscou, Cidade do Cabo... Voltava a coragem. Agora, a três meses do embarque, cada dia reserva uma surpresinha. Entre freelas outros me reúno todos os dias com Cindy. Envia projeto daqui, desenha cartão, grava piloto. Edita. Edita. Edita.
Depois de duas reuniões num dia destes entramos para a Viagem a Darjeeling. Os irmãos mimados, engraçadíssimos, tentam planejar o imprevisível num trem na India. Tudo fracassa. Quando se desiste de todos os esquematismos e planos a viagem começa a fluir encantadora. Enquanto planejo aqui, de frente para o computador, com a mão no telefone, pensando nas produções, planos a b e c, sonho com o momento do pé na estrada, de sentir o vento e me jogar.

Primeiro foi a idéia. “um ano de volta ao mundo”. Seguiram sorrisos de orgulho do próprio sonho. Contava para os amigos o plano e viajava na mesa de bar rodeada por chopes. O travesseiro toda noite se despedia entoando o “Como viabilizar? Como viabilizar? Como?..”. Sem a resposta mas com uma certeza meio estranha de que sim, rolará, acordava sem vontade de levantar. Antes do olho abrir um pensamento começou a se tornar obsessivo: “pra quê que você inventa essas coisas? Arruma um trabalho fixo e pára com isso”. Vencida a inércia, o banho trazia de volta sorrisos. No espelho imaginava os espelhos de Tóquio, Moscou, Cidade do Cabo... Voltava a coragem. Agora, a três meses do embarque, cada dia reserva uma surpresinha. Entre freelas outros me reúno todos os dias com Cindy. Envia projeto daqui, desenha cartão, grava piloto. Edita. Edita. Edita.
Depois de duas reuniões num dia destes entramos para a Viagem a Darjeeling. Os irmãos mimados, engraçadíssimos, tentam planejar o imprevisível num trem na India. Tudo fracassa. Quando se desiste de todos os esquematismos e planos a viagem começa a fluir encantadora. Enquanto planejo aqui, de frente para o computador, com a mão no telefone, pensando nas produções, planos a b e c, sonho com o momento do pé na estrada, de sentir o vento e me jogar.

Marcadores: cinema




1 Comentários:
Fui ver.
Achei tudo rápido demais, apesar de ser bem gravado não dá pra pensar em nada, parece que o diretor só queria mais um tanto de nonsense...personagens tão perdidos em si que nem enxergam o que há em volta.
Vocês vão ser muito melhores do que isso, boto fé.
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