Coisas para fazer em Washington quando não se está morta
por Cindy WilkFim do ano. Sol esturricante, praias lotadas, bares animados. Todo mundo feliz. Isso tudo por aqui, ouvi dizer. Eu estava em Washington. Ruas mais silenciosas que o Arlington Cemetery (foto), média de 3º C, chuva vez ou outra. Todo mundo também devia estar feliz – mas em algum lugar mais quente que as ruas. Ou, ainda, bem longe da cidade. Afinal era Natal, conforme atestavam todas as rádios, a qualquer hora do dia, reverberando ininterruptamente a trilha sonora da estação. “It’s the most beautiful time of the year...” E aquele monte de gente que trabalha em Washington, mas que não é natural de lá, foi ser feliz com a família em algum outro lugar dos Estados Unidos.
No lugar do clima natalino, sobrou um certo ar de filme de catástrofe. Um vírus letal havia dizimado a população da capital americana. Os únicos seres humanos que se moviam eram turistas – em sua maioria, de olhinhos puxados. E, no dia 24 de dezembro, corriam para os supermercados a fim de estocar víveres para os dias piores que certamente viriam. Cup Noodles, pão, frios... E o que mais só precisasse de um frigobar e da água fervida na cafeteira para virar uma refeição dentro de um quarto de hotel. O dia 25 revelou-se pior que a previsão: somente os Subways abriram, além de biroscas mexicanas para lá de suspeitas.
Não é fácil ser turista no dia de Natal. Ainda mais uma turista de ressaca. Também não era fácil produzir uma ressaca no dia 24. Mas eu consegui.
Praticamente todos os bares de Washington estavam fechados. Adam Morgan’s, que seria uma espécie de Vila Madalena em São Paulo, estava às moscas (veja a foto abaixo). A étnica e descolada U Street, totalmente miada. Georgetown, aquela coisa meio Jardins, nada...

Só restava a já tradicional Matzo Ball (www.matzoball.org), festa organizada pela comunidade judaica americana e que rola, simultaneamente, em cinco cidades dos Estados Unidos. Começou como uma alternativa para quem não comemora o Natal ter o que fazer. Ainda é predominantemente judaica, mas acabou como uma festona também para gente de todos os credos com algo em comum: estar atrás de uma balada boa numa cidade fantasma.
Entre uma birita e outra, fiquei observando o comportamento dos americanos numa balada. Conto no próximo post. Aguardem.
No lugar do clima natalino, sobrou um certo ar de filme de catástrofe. Um vírus letal havia dizimado a população da capital americana. Os únicos seres humanos que se moviam eram turistas – em sua maioria, de olhinhos puxados. E, no dia 24 de dezembro, corriam para os supermercados a fim de estocar víveres para os dias piores que certamente viriam. Cup Noodles, pão, frios... E o que mais só precisasse de um frigobar e da água fervida na cafeteira para virar uma refeição dentro de um quarto de hotel. O dia 25 revelou-se pior que a previsão: somente os Subways abriram, além de biroscas mexicanas para lá de suspeitas.
Não é fácil ser turista no dia de Natal. Ainda mais uma turista de ressaca. Também não era fácil produzir uma ressaca no dia 24. Mas eu consegui.
Praticamente todos os bares de Washington estavam fechados. Adam Morgan’s, que seria uma espécie de Vila Madalena em São Paulo, estava às moscas (veja a foto abaixo). A étnica e descolada U Street, totalmente miada. Georgetown, aquela coisa meio Jardins, nada...

Só restava a já tradicional Matzo Ball (www.matzoball.org), festa organizada pela comunidade judaica americana e que rola, simultaneamente, em cinco cidades dos Estados Unidos. Começou como uma alternativa para quem não comemora o Natal ter o que fazer. Ainda é predominantemente judaica, mas acabou como uma festona também para gente de todos os credos com algo em comum: estar atrás de uma balada boa numa cidade fantasma.
Entre uma birita e outra, fiquei observando o comportamento dos americanos numa balada. Conto no próximo post. Aguardem.




2 Comentários:
Cíndia, aguardo ansiosamente pelo próximo post. Rola uma fotinhas dos amerrrricánoous na night?
Ôpa, muito em boa hora pra ler este post, que me remete um ano inteirinho em DC, paseando por esses lugares mencionados. Puxa, havia me esquecido de Adam Morgan's... quantas vezes por lá passei, vivi e dancei. Tudo foi rebobinado na cabeça e alegre fico em sabe que semana que vem estarei lá nesses lugares, sentindo o aroma que nunca fugiu das minhas narinas. Eba!
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