Lá são elas que mandam
por Cindy Wilk
É fácil achar desgraça quando se busca entender a situação das mulheres pelo mundo. Resolvi, então, me dedicar a uma missão mais complicada: encontrar sociedades nas quais women rule. Isso começou num papo com um amigo. De imediato, me veio na cabeça a história das amazonas e seus muiraquitãs, mas isso é lenda.
Esse meu amigo, no entanto, conhecia uma sociedade assim. Tanto não era lenda que ele, pobrezinho, durante uma temporada chinesa, foi cair nas garras da representante máster desse sistema de matriarcado. Ele teve um caso com uma diva Mosuo, uma garota que saiu deste vilarejo perdido nas montanhas do sudoeste chinês, quase na fronteira com o Tibet, e virou capa de revistas.
O vilarejo dos Mosuo é também conhecido como o “Reino das Filhas”. Não é difícil entender o porquê:
- A palavra “pai” não existe na língua dos Mosuo.
- Os filhos moram com a mãe, mesmo que tenham seus próprios filhos.
- Mesmo que a mulher tenha filhos com um único cara, ela e as crianças moram com a mãe dela. O sujeito mora com a mãe dele.
- Quando uma menina Mosuo faz 13 anos, ela passa a vestir uma saia especial, para mostrar que é “maior” e ganha um quarto só para ela, onde pode receber homens. Quantos e quando quiser.
- Homens podem até dormir lá, mas na manhã seguinte devem voltar para a casa de suas mães.
- Se a mulher quiser acabar um relacionamento, basta não abrir a porta.
Agora imagine esse matriarcado num país onde meninas eram mortas ao nascer. Mas, como tudo na China, os Mosuo também estão mudando. O que nem mesmo a Revolução Cultural conseguiu fazer, a grana do turismo dá um jeito de produzir. A aldeia virou atração turística entre os chineses e, com isso, já há até, veja só, casamentos convencionais. Este vídeo que achei no YouTube (uma pena não ter legendas...) mostra isso:

Bem, você deve estar se perguntando o que aconteceu com o meu amigo. Sendo um sujeito extremamente discreto, ele não me contou detalhes, mas deixou escapar: “Ela me ligava no meio da noite e mandava eu comparecer imediatamente. Quando vi, já estava fazendo faxina na casa dela”.
Nem é preciso dizer que o “Reino das Filhas” está no roteiro da viagem. Temos muito a aprender com elas.
É fácil achar desgraça quando se busca entender a situação das mulheres pelo mundo. Resolvi, então, me dedicar a uma missão mais complicada: encontrar sociedades nas quais women rule. Isso começou num papo com um amigo. De imediato, me veio na cabeça a história das amazonas e seus muiraquitãs, mas isso é lenda.Esse meu amigo, no entanto, conhecia uma sociedade assim. Tanto não era lenda que ele, pobrezinho, durante uma temporada chinesa, foi cair nas garras da representante máster desse sistema de matriarcado. Ele teve um caso com uma diva Mosuo, uma garota que saiu deste vilarejo perdido nas montanhas do sudoeste chinês, quase na fronteira com o Tibet, e virou capa de revistas.
O vilarejo dos Mosuo é também conhecido como o “Reino das Filhas”. Não é difícil entender o porquê:
- A palavra “pai” não existe na língua dos Mosuo.
- Os filhos moram com a mãe, mesmo que tenham seus próprios filhos.
- Mesmo que a mulher tenha filhos com um único cara, ela e as crianças moram com a mãe dela. O sujeito mora com a mãe dele.
- Quando uma menina Mosuo faz 13 anos, ela passa a vestir uma saia especial, para mostrar que é “maior” e ganha um quarto só para ela, onde pode receber homens. Quantos e quando quiser.
- Homens podem até dormir lá, mas na manhã seguinte devem voltar para a casa de suas mães.
- Se a mulher quiser acabar um relacionamento, basta não abrir a porta.
Agora imagine esse matriarcado num país onde meninas eram mortas ao nascer. Mas, como tudo na China, os Mosuo também estão mudando. O que nem mesmo a Revolução Cultural conseguiu fazer, a grana do turismo dá um jeito de produzir. A aldeia virou atração turística entre os chineses e, com isso, já há até, veja só, casamentos convencionais. Este vídeo que achei no YouTube (uma pena não ter legendas...) mostra isso:
Bem, você deve estar se perguntando o que aconteceu com o meu amigo. Sendo um sujeito extremamente discreto, ele não me contou detalhes, mas deixou escapar: “Ela me ligava no meio da noite e mandava eu comparecer imediatamente. Quando vi, já estava fazendo faxina na casa dela”.
Nem é preciso dizer que o “Reino das Filhas” está no roteiro da viagem. Temos muito a aprender com elas.




4 Comentários:
Nossa, que interessante. Elas são incríveis! Por falar em matriarcados, quando ouvi essa estória dos muiraquitãs fiquei muito curisosa. Isso é lenda mesmo?
Meu, tá demais o blog! Continuem assim! beijos, Fe
Uia! que beleza. Meninas, vocês têm que passar uma bela temporada nesse reino. pra contar tuuuudo pra gente. Beijos
Adorei não abrir a porta. Prático!
Meninas, o blog está ficando cada vez melhor! Não vejo a hora de começar a dar a volta ao mundo com vocês - aliás, esse é meu maior sonho de consumo... ;)
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