Tudo sobre a dança do acasalamento
por Cindy Wilk

Conforme prometido no meu post anterior (leia aqui), vou contar algumas diferenças curiosas entre a balada que fiz em Washington e uma festinha brasileira.
- Você vê pouquíssima gente se beijando (em comparação com uma balada no Brasil).
- Em compensação, nos cantos da pista de dança, casais praticam uma espécie de “dança do acasalamento” (expressão criada por meu irmão Mauro, que mora nos EUA, e vem estudando o assunto com uma certa profundidade...).
- A “dança do acasalamento” é uma dança tão sensual quanto as que rolam em bailes funks cariocas, com a diferença de que os americanos não têm a habilidade carioca para as artes corporais.
- É curioso notar que mesmo os casais mais empolgados neste estilo de dança podem praticamente estar copulando na pista, mas não necessariamente se beijam.
- Os homens chegam mais em você. Uma mulher sozinha por ali é bastante abordada. Aqueles papinhos... “E aí, ta gostando da festa, vem sempre por aqui...”
- Mas as mulheres não deixam por menos. Numa ocasião, vi uma baixinha e gordinha com a cara da Bette Midler chegar num sósia do Woody Allen, dizendo: “I know you”. Ele tentava dizer que não a conhecia. Ela insistia. A última cena que eu vi foi ele afastando uns copos de gin Tonica, a pegando pelas ancas e a sentando no balcão.
- As pessoas são mais diretas que no Brasil. Se você não estiver a fim de seguir um papo adiante, basta dizer. “Foi muito bom conversar com você. Tchau.” Ninguém precisa dar perdido em ninguém. Mas também tem o outro lado da moeda: se o cara não tiver muito a fim de papo com você, vai dizer o mesmo.
- Agora, a diferença mais triste: às duas horas da manhã (a lei varia de estado para estado, mas em geral é isso), as luzes se acendem e todos são tocados para fora.
P.S. 1: Dessa vez, não tirei fotos na balada, mas posto aqui um vídeo muito interessante de autoria do meu irmão Mauro, testemunha freqüente das baladas universitárias de Greenville, uma pequena mas nada pacata, cidadezinha da Carolina do Norte. Note que se trata de outra dancinha igualmente comum, a da camiseta molhada.
P.S. 2: Ah, ao ler minhas observações meu irmão, que estava comigo na tal festinha, acrescentou: “Até que lá rolaram muitos beijos e pouca dança do acasalamento se comparado com as baladas de Greenville ou em outras cidades universitárias distantes dos grandes centros. Em Greenville, beijo é raríssimo e dança do acasalamento, mais freqüente que um aperto de mão”.
E você? Já fez alguma balada fora do Brasil? O que notou de diferente? Conta, vai!
Conforme prometido no meu post anterior (leia aqui), vou contar algumas diferenças curiosas entre a balada que fiz em Washington e uma festinha brasileira.
- Você vê pouquíssima gente se beijando (em comparação com uma balada no Brasil).
- Em compensação, nos cantos da pista de dança, casais praticam uma espécie de “dança do acasalamento” (expressão criada por meu irmão Mauro, que mora nos EUA, e vem estudando o assunto com uma certa profundidade...).
- A “dança do acasalamento” é uma dança tão sensual quanto as que rolam em bailes funks cariocas, com a diferença de que os americanos não têm a habilidade carioca para as artes corporais.
- É curioso notar que mesmo os casais mais empolgados neste estilo de dança podem praticamente estar copulando na pista, mas não necessariamente se beijam.
- Os homens chegam mais em você. Uma mulher sozinha por ali é bastante abordada. Aqueles papinhos... “E aí, ta gostando da festa, vem sempre por aqui...”
- Mas as mulheres não deixam por menos. Numa ocasião, vi uma baixinha e gordinha com a cara da Bette Midler chegar num sósia do Woody Allen, dizendo: “I know you”. Ele tentava dizer que não a conhecia. Ela insistia. A última cena que eu vi foi ele afastando uns copos de gin Tonica, a pegando pelas ancas e a sentando no balcão.
- As pessoas são mais diretas que no Brasil. Se você não estiver a fim de seguir um papo adiante, basta dizer. “Foi muito bom conversar com você. Tchau.” Ninguém precisa dar perdido em ninguém. Mas também tem o outro lado da moeda: se o cara não tiver muito a fim de papo com você, vai dizer o mesmo.
- Agora, a diferença mais triste: às duas horas da manhã (a lei varia de estado para estado, mas em geral é isso), as luzes se acendem e todos são tocados para fora.
P.S. 1: Dessa vez, não tirei fotos na balada, mas posto aqui um vídeo muito interessante de autoria do meu irmão Mauro, testemunha freqüente das baladas universitárias de Greenville, uma pequena mas nada pacata, cidadezinha da Carolina do Norte. Note que se trata de outra dancinha igualmente comum, a da camiseta molhada.
P.S. 2: Ah, ao ler minhas observações meu irmão, que estava comigo na tal festinha, acrescentou: “Até que lá rolaram muitos beijos e pouca dança do acasalamento se comparado com as baladas de Greenville ou em outras cidades universitárias distantes dos grandes centros. Em Greenville, beijo é raríssimo e dança do acasalamento, mais freqüente que um aperto de mão”.
E você? Já fez alguma balada fora do Brasil? O que notou de diferente? Conta, vai!




3 Comentários:
hahauhahahauha... muito bom!
pelo menos a dança do acasalamento é ao som de jimi hendrix, em vez da dança do créu. hahahahahaha...
mas é bem surreal essas meninas daçando no balcão.
tenho uma amiga de infância que agora mora na flórida e trabalha como bar tender lá. pouquíssimas roupas, muito peito e uns corpitchos lindos. e ela é uma jlo, porque é a morena latina do bar... hahahahaha... e engraçado que sempre imaginei elas dançando tal como no vídeo, isso só de ver as fotos. muito bom!
beijos!
Cena 1: Barzinho em Henderson, Nevada.
Wet T-shirt context. Meninas assim, tipo a gente, de repente, tiram seus sutiãs (mas ficam com camisetinha) e mandam ver na agua fria, com gelo mesmo, pra plateia escolher a vencedora. Sem o menor pudor e sem a menor sensualidade. Nada de beijos, dancas, nada. Só os farois mega acesos na frente de todo mundo. Acaba o concurso, todos voltam pros seus lugares, jogando sinuca, bebendo, conversando.
Cena 2: Balada de bar da moda em Chicago. Foi como a cena descrita no seu post. Danca do acasalamento, meninas (bonitas, elegantes, bem vestidas, enfim, "de boas familias", como pensariamos por aqui) rebolando seus traseiros como se fosse uma "lap dance" de pé. Nada de beijo, os caras encoxando as meninas na maior, praticamente gozando ali mesmo. Beijo mesmo, só eu, que estava com um gatinho brasileiro... acho que pensaram que eu era meio vagaba, hahahahaha
Beijos!!
Cindy, o melhor sao os comentarios do seu irmao e amigos!! kkkk "Isso é o maior tesao do mundo, cara!"
Pois é, a mulherada muda a performance, mas os rapazes parecem nao mudar muito o estilo e gosto.
Quando morei em Chicago presenciei cenas muito semelhantes aquelas descritas por vc. é muito comum ver meninas "serias", vestidas como se estivessem indo particiapr de um juri entrando em uma casa noturna e depois de alguns goles, transformarem-se em verdadeiras professoras de strip. rsrs
E claro, como bem obsevado...sem beijo na boca, pois isso, como ja dizia a Pretty Woman (Julia Roberts) no filminho dos anos 90, sugeriria um maior envolvimento! (vabbè!!)
Atualmente tenho observado o comportamento das Italianas aqui em Roma, que em comum com as Americanas, tem a hipocrisia (sem julgamentos!).
Nas "discos" geralmente vem incluso no pacote algumas mulheres que dançam sobre os balcoes enquanto os homens acompanhados ou nao "babam" ao observarem as bundas balançantes enquanto suas namoradas ou pretendentes garotas fingem que nao estao vendo. O aprouch entre homens e mulheres começa com uma conversa e para rolar o primeiro beijo sao necessarios pelo menos 2 jantares...nada de "ficadas" descompromissadas...mas o mais interessante é: se vc esta acompanhada...essas mesmas garotas que levam 2 semanas para beijar seus pretendentes...nao tiram o olho do seu parceiro e eventualmente quando vc vai ao banheiro arriscam uma cantada! A competitividade feminina aqui é das mais narcisicas e vaidosas que ja pude observar...pois se resume sempre em um jogo do "quem pode mais"! Nao que isso nao exista em outros lugares, mas dessa forma...realmente...nunca encontrei!
Vabbe, estamos falando da capital da vaidade, do egocentrismo e sobretudo da megalomania...como ja diziam os antigos "Todas as estradas te levam a Roma"...talvez seja a sindrome do "somos o centro do mundo" se manifestando nas pessoas de maneira individual!
é isso entao...
Bacione a tutti!
E se forem passar por Roma...sera um prazer tomar um choppinho, falando em portugues sobre comportamentos e culturas femininas!
Té +
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